Sonho de uma noite chuvosa (trechos despedaçados)

Terça-feira, 11 Agosto, 2009 por Arthur

I,

Estou num lugar bizarro. Parece a fase do trem do GoldenEye 007, com caixas de madeira, armas e inimigos. Mas não é um trem, é um cenário dificílimo de identificar. Estreito, sem janelas, paredes sem adorno algum além da pintura de cor indefinida.

II;

Ouço tiros. Tiros de todos os tipos, exceto bazuca – ainda bem. Dou de cara com diversos sujeitos engravatados. Eles parecem não gostar de mim. Atiram.

Me escondo atrás das caixas de madeira. Deve ter chumbo ali dentro, ou qualquer coisa à prova de balas, senão eu já estaria morto.

Pego um fuzil. A confusão é grande, não consigo identificar o modelo – pode ser um AK-47, um AR-15 ou até algo imaginário. O bicho estava em cima de uma das caixas de madeira.

Vou matando um a um os caras engravatados. Eles estão todos uniformizados. Usam terno e gravata azuis, com camisas brancas. Não consigo ver suas pernas, o recinto tem caixas de madeira demais. Todos eles têm a mesma aparência. É bizarro, realmente parece videogame.

Enfim, caiu o último. Pelo visto, não vão me perturbar a partir de agora. Abro uma porta no fim de um corredor.

III-

Entro numa sala. Parece gabinete de alguma coisa. Olho para o canto atrás da porta e me deparo com o prefeito.

“Como você conseguiu passar pelos meus capangas?”, ele pergunta.

Mostro-lhe o fuzil.

“Prefeito”, questiono, “por que o senhor mandou esses assassinos atrás de mim?”. Presumo que meu trabalho atrapalha seus planos.

Ele dá uma resposta, mas não consigo compreender as palavras. Quando o prefeito pára de falar, tudo que consigo pensar é “é, ele ou eu – se não dou um fim nisso, ele tornará minha vida um inferno”.

O prefeito parece ter lido meus pensamentos, pois disse “você não é capaz disso”. E ainda tinha uma ponta de ironia no canto esquerdo dos lábios. Na sobrancelha esquerda também.

Eu fiquei nervoso, mas consegui fingir uma cara de desprezo.

Levando adiante o que ele falou, o prefeito jogou a escopeta que empunhava para o meu lado. E repetiu: “você não é capaz”.

“Eu sei que você não é capaz”.

O sangue espalhou-se por toda a sala. Depois de sua última fala, dei dois passos adiante. A ponta do cano ficou a centímetros dele. O gatilho disparou, e o sangue espalhou-se por toda a sala.

IV…

Multidão em polvorosa na principal praça da cidade. Há um sujeito discursando raivosamente num palanque, mas não consigo ver direito quem é. Ninguém se importa comigo, parece que não existo. As pessoas usam chapéus. Vou numa banca de jornais perto da igreja e vejo a manchete: “PREFEITO ASSASSINADO. CIDADE EM LUTO APÓS CRIME MISTERIOSO”. Saio a caminhar pela Rua da Praia, e ainda estou invisível para as pessoas.

V?

É tão frio que jogo futebol todo agasalhado. Olho além da bandeira de escanteio e vejo um gelado fiorde. O gramado é o campo de futebol mais bizarro que já vi. Tem elevações. Meu time se deu mal no primeiro tempo, precisamos escalar uma espécie de minisserra (mini-serra? motosserra?) para chegar ao gol. Sou ovacionado como o craque do time, mas não fiz porra nenhuma. Acho que é culpa da minha nacionalidade.

VI!

Meus olhos abrem. O coração desacelera.

“Eu não matei o prefeito”.

Projeto Comentários sem Noção pt.5 – Especial Apollo 11

Quarta-feira, 15 Julho, 2009 por Arthur
martieelo|15/07/200910h25

pois é…40 anos depois ( tecnologia conhecimento)e ninguem voltou la óóóó pq sera ? óóóó ou nunca estiveram la ? aff me poupem né…pra mim foi a maior farça de todos os tempos…nao passou de um truque pra impressionar o mundo na entao disputada corrida espacial EUA X URSS…bom cada um cada um

Óóóó pra ti:
Benefits from Apollo XI.

ferpa|15/07/200911h39

olha existen varios fatos possiveis e relativos e varias duvidas para seren esclarecidas por somente especialistas en imagens e estudiosos..particulamente axo que esse fato de o homen ter ido a lua è um blefe pois nunca existiu uma prova comcreta disso,pois a imagens qual quer un pode manipular..

Ver link acima.

eduardoo|15/07/200912h38

nao temos provas concretas que o homem foi mesmo a lua…
adimiro tanto dinheiro jogado fora para saber se tem agua em marte aff, TanTAs doenças ai maTando as pessoas que sonhava por mais um dia de vida e ninguem faz nda o pvo eh muito ignorante…
repito tanto dinheiro jogado fora pra nda…

Além do link acima, ver isto. Sobre a gastança com o programa espacial. Bem…A Terra estará quente demais em um bilhão de anos, e o Sol vai engolir nosso planeta quatro bilhões de anos depois disso. Tu não quer teus descendentes torradinhos, né? A fome no mundo é um problema de gerenciamento de verbas, não da falta delas: mesmo com o atual gasto no programa espacial intacto é possível erradicar a fome.

Matusalém|15/07/200912h00

Vcs q se acham ´inteligentes´… vai pegar alguns livros sobre teoria da conspiração e tem alguns escritos por próprios americanos, q isto tudo foi uma farsa da disputa na guerra fria, até parecer q vcs vivem em outro planeta!!! td isso é capitalismo…

Adam Smith protesta: “não me põe no meio que nada tenho com isso!”

Eu para Kenneth|15/07/200913h15

Realmente, no espaço não ha mais nada além d vacuo, não há meteoros, meteoritos, buracos negros, chuvas de meteoros, planetas. Aff Kenneth vai estudar um pouco mais vai. Não é só traçar uma linha reta e pronto, estamos na lua, ou no fundo do mar.Se não chegamos ao fundo do mar ñ chegamos a lua!

Isso! Por isso que eu não entendo a falta de um piloto automático programado para desviar do buraco negro que existe entre a Terra e a Lua! (?)

O mais supimpa (?!?!?):

valter de assis 15/07/2009|15/07/200911h36

a lua é uma energia com outro tipo de condensaçao; impossivel chegar la com este saber artificial humano

Daqui.

O andarilho

Quarta-feira, 8 Julho, 2009 por Arthur

Com a BR-101 cheia de obras, o ônibus de Sid demorava mais que o previsto para fazer o trajeto entre Porto Alegre e Criciúma. E isso era irritante, muito irritante. Tão irritantemente irritante que Sid acabou dispersando sua atenção do mundo exterior e ouvia apenas as batidas do próprio coração. Estas, ritmadas, o deixavam ainda mais nervoso.

“Dado o lugar em que estamos, chegaremos na rodoviária com vinte minutos de atraso! Vinte minutos da minha vida perdidos”, resmungou para o assento vazio ao lado. Os demais passageiros olhavam o colega de viagem com desdém, estranhamento ou vontade de ir ao banheiro. A coisa piorou quando o fluxo de veículos foi interrompido por um acidente perto de Araranguá. Os vinte minutos acabaram virando cinquenta e três.

Com cinquenta e dois minutos de atraso, chega. Desce. Tira a mala. Pega o celular. Olha a lista da agenda. Lembra de todos os compromissos da semana que se inicia. Do chefe, maldito chefe, que trata Sid como um autômato. Logo ele, cheio de ideias para a empresa – enquanto o chefe só pensa no resgate financeiro de cada mês e era isso. Sid passa pelos nomes e vai lembrando do resto. Contas a pagar. Conselho de classe na escola dos filhos. O compromisso semanal da igreja, exigência da esposa. Ah, a própria esposa em si. Se ele bem a conhece, sabe que ela estará com um imenso interrogatório desconfiado sobre a estadia na capital gaúcha. “Como deixei as coisas chegarem a este ponto?”, ele questiona a si próprio. Não era pergunta para se responder imediatamente.

Guardou o celular. Estava diante dos guichês.

“Bom Jardim da Serra”. Foi o primeiro destino que lhe veio em mente. A condução partiu em cinco minutos, e lá foi ele, mandando uma banana para sua vidinha irrelevante. Ônibus subindo o lindo costão da serra e ele nem aí: estava mais ocupado com seus relógios. Ele tinha dois. O tempo todo em que esteve no veículo foi gasto com a tentativa de sincronizar os aparelhos. Na primeira olhada através da janela, Sid percebeu que estava perto do mirante. “É um lugar bonito”, lembrou da natureza depois de perder tempo com o tempo na bela subida.

Pediu para descer. Enquanto o ônibus partia rumo a seu destino final, Sid tirava um casaco da mochila. A temperatura despencou para cinco graus. Frio. Apesar deste, o mirante estava cheio de pessoas. Famílias com crianças gritando e idosos que exclamavam o tempo todo acerca da beleza do local através de seus sotaques paulistas.

Não era o que Sid queria, e ele tratou logo de partir dali. O ônibus nunca aparecia, o vento estava cada vez mais forte e ele tratou de procurar um abrigo. No entanto, não sentiu mais vontade de parar depois de começar a caminhar. Virou à direita numa estradinha de chão batido terrivelmente conservada e desandou a andar. Quilômetros adiante, ele percebeu que perdera a noção do tempo pela primeira vez em anos. No mínimo, a primeira vez desde a formatura da faculdade.

O sol estava para se por entre dois morros totalmente nus, sem árvores, ostentando apenas a penugem que era o pasto. No outro lado, o imenso penhasco, que permite a vista do distante mar. Sid sabia que não haveria possibilidade de volta durante a noite. Ficaria muito escuro, e a região era totalmente desconhecida para ele. O celular estava sem sinal e, pior, com a bateria acabando num lugar ermo sem uma tomada sequer.

Sid não fumava, mas, por sorte, havia um isqueiro em sua mochila. Ganhou num restaurante portoalegrense. Juntou uma quantidade razoável de gravetos e produziu a fogueira que deixaria o frio daquela noite menos cortante. Acendeu a fogueira, deitou-se, e ficou a olhar as estrelas daquela noite sem lua.

O solitário andarilho notou que perdera outra vez a noção do tempo, quando percebeu que os corpos celestes haviam se movimentado bastante pelo céu. Para ele, as horas em que ficou deitado não foram mais que um mero instante. Logo depois, adormeceu.

Acordou quase congelado. Sid tomou cuidado para se cobrir com todas as roupas possíveis, mas, durante a noite, os cobertores improvisados acabaram virando uma maçaroca que pouco protegia do frio. Literalmente correu para se aquecer, tanto com a corrida quanto com a busca por mais gravetos. Restituída uma sensação mais confortável, Sid resolveu lagartear ao sol que batia na beira do penhasco.

Ele chegou bem na pontinha. Olhou para baixo. Era muito alto. Se ele caísse, ou então se atirasse por vontade própria, certamente viraria uma pasta ao chegar lá no fundo. Sid começou a pensar na morte, e anteviu a sensação libertadora que sentiria durante a queda. Nada mais com o que se preocupar, definitivamente. Nem mesmo haveria o peso da reprovação da sociedade durante o fim: dado como desaparecido para sempre, nunca o criticariam pela queda voluntária.

“Tentador, não?”

Sid deu um pulo para trás. A voz vinha de uma pequena mesa separada do resto do planalto serrano pelo precipício.

“A decisão está nas tuas mãos. Ou melhor, nos teus pés”, desafiou a voz.

O andarilho esfregou os olhos com as mãos e custou a acreditar nos sinais que seu nervo óptico enviava ao cérebro. Era ele mesmo. Ou melhor. Não era ele mesmo, era uma cópia, um clone, um irmão gêmeo?

“Quem és tu?”, perguntou Sid, atônito. Tão atônito que conjugou o verbo corretamente.

“Não te interessa quando teu desejo é pular”, ironizou Sid 2.

“Não quero pular”, respondeu um levemente irritado Sid.

A estranha entidade começou a provocar o andarilho, que ia chegando mais perto do precipício, como se fosse possível deixar seu “lado escuro” surdo gritando mais alto e mais perto da mesa. Até que Sid escorregou.

“Eu sabia que tu acabaria pulando”, falou um risonho Sid 2 a seu original, que estava pendurado, a ponto de cair quase um quilômetro abaixo.

“Não quero morrer agora! Me tira daqui”, gritou desesperado o semi-suicida involuntário.

“Não tenho como sair daqui, há esse penhasco entre nós”, respondeu o lado escuro, apenas observando.

Sid apoiou o pé no paredão. Todas as suas esperanças estavam na vegetação. Caso as raízes não fossem fortes o suficiente, lá iria ele para o beleléu.

Dois minutos se passaram e Sid, com seus vegetais aliados, conseguiu vencer o paredão. Pisando na terra firme, percebeu que tinha perdido a carteira, provavelmente durante a quase-queda. Ficou irritadíssimo com seu outro eu, que, em seu ponto de vista, provocou tudo aquilo.

“Dinheiro…Vale alguma coisa aqui?”, questionou Sid 2.

O andarilho deu um giro de 360 graus e concordou com o lado escuro. Mas…”Aqui pode não valer, mas vai ser uma dor de cabeça refazer todos os documentos quando eu voltar para a civilização, fora a grana perdida!”, resmungou.

“E quem disse que tu vai voltar?”, provocou o habitante da mesa.

“Eu quero.”

“Quer a tua vidinha de merda de volta?”, desafiou o lado escuro.

Sid ficou sem resposta.

“Nós não precisamos deles”, disse Sid 2.

“Tenho mulher e filhos.”

“Tua família te faz feliz? Tua esposa é uma bruxa, um dos teus filhos já cometeu pequenos furtos e o outro está seguindo o mesmo caminho, roubando coisas da própria casa.”

Sid 2 parecia extremamente cruel, mas…

“Talvez o problema seja eu”, refletiu Sid.

“Tu sempre foi um marido a pai carinhoso, nunca forçou tua família a nada. Nunca foi um pai ausente.”

“E o que tu quer que eu faça?”, exasperou-se o andarilho.

“Segue a tua vontade”, disse o lado escuro com os olhos firmes.

“Mas…E eles?”

“Esqueça ‘eles’. Pense em ‘nós’”, desafiou Sid 2.

Sid coçou a pequena superfície calva que começava a surgir entre os cabelos castanhos. Seus olhos, da mesma cor, alternavam expressões de surpresa e desespero.

“Chega a ser um choque quando temos total poder de escolha em nossas vidas”, falou o lado escuro, com uma leve expressão de ternura.

Sid não queria mais conversar. O sol estava cada vez mais baixo, e o andarilho pernoitaria novamente nos campos de cima da serra. Fez outra fogueira e ficou observando as estrelas até cair no sono, sem ter ideia do horário em que dormiu.

O dia seguinte surgiu um pouco mais quente que os anteriores, era uma temperatura absolutamente agradável, mas alta para os padrões daquele lugar naquela época do ano. Sid acordou e imediatamente olhou para o penhasco. Sid 2 havia sumido. O andarilho estava sozinho novamente, mas agora não sentia falta de qualquer coisa que deixou para trás. Tendo certeza disso, se colocou a correr, pular e gritar – agora só precisava do necessário para sobreviver!

No momento em que Sid comemorava sua liberdade, dois cavaleiros passavam no alto de um morro. Viram a cena e continuaram seu caminho. “Louco”, disse um deles. “Capaz de estar armado, deixa ele.”

O Andarilho juntou suas coisas e tomou o caiminho da estrada, seguindo para o norte na beira do penhasco. Conseguiu uma carona com um caminhoneiro quando caía a tarde. Nunca mais teve notícia de qualquer pessoa que representasse sua antiga vida. Toda vez que parava na estrada para pedir carona, podia ouvir as batidas do próprio coração. A sinfonia que o órgão criava em conjunto com o vento dava o ânimo que Sid precisava para seguir viagem.

“Foda-se o diploma”

Segunda-feira, 22 Junho, 2009 por Arthur

Estudantes de jornalismo: Estudem para aprender e não para ter prisão especial. Foda-se o diploma.

Rafinha Bastos, no Twitter. Sintetizou de forma fulminante o que eu quis dizer no post anterior.

Já passaram cinco dias da decisão do STF (o leitor saberá o motivo do negrito mais adiante). Nesse tempo, eu li e ouvi manifestações que acabaram corroborando o que eu argumentei neste blog um dia antes do fim definitivo da obrigatoriedade do diploma. Detalhe: essas manifestações vinham de gente contrariada pela turminha do Gilmar Mendes. Espero sinceramente que tenham sido resultado do calor do momento, pois algumas pareciam ter sido proferidas por personagens de Campos de Carvalho, tamanho o surrealismo.

Quem caiu no papo furado da Fenaj (“diploma é qualidade”) parece ter sido tomado inicialmente por uma sensação de pânico. O dramalhão foi quase palpável na internet. Mas eu comecei a me segurar na cadeira quando ouvi gente cogitando seriamente processar a universidade em que estudou.

Tá, eu sei que é uma situação de choque. Até eu, que falei o que falei no post anterior, fiquei com o ego um pouco ferido com a decisão do Supremo. No entanto, a racionalidade é um dever do jornalista.

Processar a coitada da universidade por quê? “Para reaver o investimento feito nas mensalidades”. Peraí. A instituição foi contratada para prestar um serviço: o fornecimento de formação acadêmica que te permite ser graduado em Jornalismo. Não é isso? Não? Só se tu segue a mentalidade “linha direta faculdade-diploma-mercado”, descrita no post do dia 16. O trato só não era esse se tu usou a faculdade como um trampolim para conseguir o registro profissional. Nesse caso, é bom avisar a instituição antes, pois eles estão teoricamente preparados para te fornecer formação em jornalismo. Quem, após séria reflexão, cogitou processar a instituição de ensino onde se graduou acabou assinando atestado de que não aprendeu nada na faculdade. Para que o diploma, então? Aliás, numa situação de ganho de causa, o diploma seria anulado?

Quer processar a universidade? Bem, é tua a liberdade para isso, suponho. Mas, caso tu vire motivo de chacota, não diga que eu não avisei.

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Outro fato que me deixou estupefato foi a movimentação da categoria para protestar contra a decisão do Supremo. Tipo, ninguém percebeu que tinha alguma coisa errada? O Supremo é a mais alta corte deste país, não cabe mais recurso contra essa decisão. Os prostestos são inúteis, a hora já passou. Disto, pode-se depreender que:

  1. Os jornalistas (inclusive a Fenaj) perderam o timing para fazer protestos e pressão política. Por incompetência (atraso, tomaram um furo deles mesmos) e/ou por acomodação (juram que só deu tempo para pensar em protesto depois do dia 17?)…
  2. Em ambos os casos, isso demontstrou que a categoria merece estar neste fundo de poço. Que o diga o piso salarial ridículo. A não ser que se confirme que os contrários à obrigatoriedade do diploma sejam maioria (improvável). Mas, mesmo assim, o piso continua ridículo. Nunca vi a Fenaj se mexer em prol de um ganho salarial real para a categoria.

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Antes de prosseguir, quero deixar claro que não vou tecer uma ode ao Gilmar Mendes e sua trupe. Tenho sérias reservas em relação ao ministro-mor, pessoalmente não gosto dele. Aliás, os votos me causaram um grande anticlímax. O grosso da argumentação em que os ministros se basearam para anular a obrigatoriedade é tosca. Trago aqui um trecho de um texto do Träsel sobre o assunto:

(…) a lógica da decisão tomada pelo STF é falaciosa.

Em primeiro lugar, o argumento central (…) foi a incompatibilidade entre o Decreto-Lei 972/1969 e a garantia do direito à liberdade de expressão instituída pela Constituição de 1988. No entanto, a confusão entre jornalismo e liberdade de expressão só se produz para quem ignora completamente o que é o jornalismo.

Uma notícia não é um meio de expressão de idéias de quem a produz. Muito pelo contrário. Ao chegar numa redação, Joãozinho descobrirá que não apenas ele não pode expressar seu ponto de vista nas notícias, como muitas vezes terá de expressar pontos de vista exatamente opostos aos seus. Isso porque a notícia é o produto final de um longo processo de tomada de decisão sobre quais acontecimentos relatar, que começa na chefia de redação, passando pelo conselho editorial do jornal, pelos editores e subeditores de cada seção, chegando finalmente ao repórter, que então sai às ruas ou pega o telefone para apurar a notícia. Isso significa entrar em contato com pessoas que presenciaram o acontecimento ou conhecem o assunto em questão.

A partir do que essas fontes disserem e seguindo a orientação passada por toda cadeia hierárquica da empresa, Joãozinho escreverá sua notícia. Nesse momento, até poderia contrabandear suas opiniões para o texto final. Se fizesse isso, entretanto, Joãozinho logo se veria vítima do desprezo dos colegas e de críticas da chefia, preocupados com sua falta de objetividade. Se insistisse, seria demitido.

Claro que a descrição dele é sobre uma situação ideal que nem sempre acontece – e a obrigação do diploma nunca corrigiu desvios relativos a essa situação ideal. Mas os ministros, ao usar o argumento da liberdade de expressão, confundiram jornalismo com opinião. Jornalismo é “fidelidade canina à verdade factual; o exercício desabrido e constante do espírito crítico; e, importantíssimo, a fiscalização do poder, onde quer que ele se manifeste”, diria Mino Carta. É uma técnica, onde o profissional deve relatar o acontecido com a maior precisão possível, sempre tomando cuidado para não atuar como um inocente útil…

Segue Träsel:

Em segundo lugar, é mentira que a exigência de diploma impedisse qualquer cidadão de expressar seu ponto de vista. Apesar de a notícia não ser um meio de expressão de idéias particulares, sempre houve espaços reservados para Joãozinho dizer o que bem entendesse nos jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão: as páginas reservadas a artigos de opinião, as cartas abertas, seções de cartas e talk-shows. Ninguém precisava ser bacharel em jornalismo para escrever ou falar nesses espaços. O que sempre houve é uma separação entre notícia e opinião.

A falácia do bloqueio à liberdade de expressão é ainda mais gritante quando se leva em conta o ambiente comunicacional da última década. É difícil compreender esse argumento quando qualquer cidadão com acesso à Internet pode usar os incontáveis canais de publicação de textos, sons e imagens conhecidos como mídias sociais. É incompreensível e irônico, pois, se alguém tem tentado controlar a expressão através da Internet, é o próprio Estado, por meio da Lei Tarso e da Lei Azeredo. Se a exigência de diploma para ser jornalista é um empecilho à liberdade de expressão, esses dois projetos de lei também o são (…)

Esse trecho do texto demonstra explicitamente como os ministros foram toscos ao chamar o argumento da liberdade de expressão. Só que, antes disso, a Fenaj não saiu da ladainha da “garantia de qualidade”. Ficou girando atrás do próprio rabo com um argumento que não refutava nada e desperdiçou tempo que poderia ser usado para destruir definitivamente o argumento da “liberdade de expressão” antes do julgamento. Demonstrou ser o que realmente é: um sindicato esvaziado e inoperante.

Entretanto, existe um ponto defensável na decisão do STF, ressaltado nos comentários: “existe um outro direito que o tribunal entendeu violado, que é o direito ao trabalho. Os ministros entenderam que não cabe à lei fazer exigências descabidas para o exercício de uma profissão, e que não há necessidade imperiosa de um curso universitário para exercer o jornalismo”. Aí voltamos ao ponto da real necessidade do diploma universitário, e se os diplomados, digamos, faziam por mercer a obrigatoriedade do título de bacharel para exercer a profissão.

O Carlos Castilho, por exemplo, acha que a discussão sobre o diploma mascarou o debate mais importante. E eu concordo com ele:

Agora vem a grande pergunta: As escolas de jornalismo no país dão aos seus alunos a capacitação necessária para ingressar num mercado de trabalho caracterizado por transformações radicais na área da comunicação e do processamento da informação?

Com raras exceções, a resposta será não. A maioria das escolas de jornalismo no país ainda não completou a sua transição da comunicação analógica para a digital. Ainda lidam com práticas superadas, sem levar em conta todas as mudanças ocorridas pela ampliação do uso da internet, pela desvalorização do produto notícia por causa da avalancha informativa, pela emergência do cidadão como produtor de informações, pelo surgimento de redes informativas baseadas na colaboração entre usuários, pela convergência de canais de comunicação e pelo desafio da multimídia como plataforma para a imersão informativa.

E o problema não está apenas na área das mídias digitais (foco do texto do Castilho). É geral. A tão argumentada formação ética aparentemente não serve para nada em casos como o da Escola-Base, que já é um tanto batido como exemplo. Vou mencionar uma situação mais irônica, que tem a ver com falta de bagagem cultural – outra qualificação importantíssima para um jornalista.

Na última semana, vi um telejornal noticiar que “jornalistas protestaram contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça“. Sério, foi muita vergonha alheia. A fala estava num off gravado, não se tratou de erro de teleprompter. A voz era de uma pessoa formada em Jornalismo. Caso alguém não saiba a diferença entre Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ)… PORRA, PROCURA NO GOOGLE! (olha o argumento do Castilho novamente dando um “oi”…)

Como vocês querem que eu use o argumento da qualidade (by Fenaj) depois disso? Eu preciso explicar o porquê disso ser vergonhoso? Uma falha logo no assunto onde estavam todos putos da cara… De onde tiraram o pobre STJ, que nada tinha a ver com a polêmica? Preciso ir mais adiante na explicação? Preciso citar outros exemplos? O diploma realmente valeu alguma coisa?

Sobre o diploma de jornalista

Terça-feira, 16 Junho, 2009 por Arthur

Estava me guardando para escrever sobre o tema somente após o STF finalizar a novela, mas acabei me deparando com um texto demolidor do Tiago Jucá acerca da (falta de) necessidade do diploma. Detalhe que ele não se considera “apropriado para debater o diploma”, mas põe à mesa argumentos bem difíceis de refutar sobre o assunto.

Vale entrar no link e ler toda a argumentação, mas transcrevo aqui alguns pontos fortes do texto:

Leis que não consideramos justas, nós não obedecemos. Isto se deve ao nosso maior inspirador que é Henry Thoreau, autor do clássico A Desobediência Civil. Diz ele, em certo trecho do livro:

“Deve o cidadão, sequer por um momento, ou minimamente, renunciar à sua consciência em favor do legislador? Então por que todo homem tem uma consciência? Penso que devemos ser homens, em primeiro lugar, e depois súditos. Não é desejável cultivar pela lei o mesmo respeito que cultivamos pelo direito.”

Conclui o mestre: “A lei jamais tornou os homens mais justos, e, por meio de seu respeito por ela, mesmo os mais bem-intencionados transformam-se diariamente em agentes da injustiça.”

De fato, leis não necessariamente moldam a sociedade. E, quando essas leis são estúpidas, a sociedade passa por cima delas como um rolo compressor – vide o embate entre a legislação de copyright e a pirataria virtual.

Não me venham com esse papo furado que é preciso diploma pra segurar um microfone, alisar o cabelo e dizer que hoje vai chover na fronteira e fazer frio na serra. O cara que tinha mais talento pra fazer isso não tinha diploma de jornalista, e hoje é deputado estadual. Era muito mais divertido ele do que essas menininhas formadas na Fabico ou Famecos de cabelo alisado. Qualquer Maísa dá a previsão do tempo.

Segurar microfone se aprende na frente do espelho. Locução de rádio com um gravador. Escrever, se tu não tiver habilidade nata, é possível estudando português e lendo muito. Fotografia se aprende na prática, fotografando. As técnicas básicas de apuração são passíveis de absorção numa tarde de trabalho. As básicas. O resto vai de cada indivíduo. Pra ser um grande repórter investigativo como o Caco Barcelos, não adianta um diploma da Famecos igual ao dele – se assim fosse, a PUC-RS teria formado milhares de Cacos Barcelos.

Atualmente, eu trabalho como repórter fotográfico. Saí da faculdade sabendo o básico em como fazer fotos jornalísticas. Acerca de fotografia, aprendi mais em um mês e meio que nos seis anos de Fabico. Praticando, ouvindo conselhos dos colegas mais experientes e pesquisando bastante na internet e até mesmo nos manuais de instruções dos equipamentos

Duas meninas comentaram, uma no nosso blog, e outra no twitter: então me devolva o dinheiro que gastei na faculdade. Não pude deixar de responder: se tivesse estudado como eu estudei, tinha passado numa federal. Porra, a preocupação delas é somente dinheiro. Em nenhum momento parou pra pensar que elas, com diploma, tem uma qualificação a mais de quem não tem.

Não é exigido, pra ser jornalista, estudar inglês, francês e castelhano, fazer mestrado e doutorado, tirar um curso de fotografia no SENAC, freqüentar algumas aulas na história, cursar photoshop, ler livros sobre a profissão que os professores nunca exigiram ou jamais recomendaram. Vou eu pedir a livraria meu dinheiro de volta porque a lei não obriga ler Darcy Ribeiro pra exercer a profissão de jornalismo? Claro que não. Eu procurei me qualificar. Por isso que entrei numa faculdade. Foi lá que conheci, além do Darcy Ribeiro, o Eric Hobsbawm e o Marshal McLuhan.

Esse é, ao meu ver, o melhor trecho do post. Sintetiza bem e faz chacota da mentalidade “linha direta faculdade-diploma-mercado”.

Um professor que eu tive na Fabico quando era calouro usou sua primeira aula para explicar a essência da faculdade, da universidade, da Academia. Muitos dos meus colegas ficaram furiosos. O que ele disse? Não lembro das palavras exatas – lá se vão sete anos – mas, basicamente, ele anunciou que a universidade é o local do conhecimento.

Como assim? Técnicas de telejornalismo são ou não conhecimento? Não no sentido que ele quis dizer – são um conhecimento técnico. Para este aprendizado de forma estrita servem os cursos técnicos que formam apertadores de botão (não estou desprezando os apertadores de botão, sem eles eu não teria um computador pra publicar este texto). A universidade é o local onde o sujeito entra em contato com o conhecimento mais abstrato, com os autores que o Jucá citou, com o maravilhoso mundo do pensamento.

Posso estar fazendo um julgamento extremamente ácido e, talvez, precipitado, mas farei: meus ex-coleguinhas ficaram irritados porque eles não queriam estar ali para pensar. Eles queriam estar ali pra pegar um pedaço de papel assinado pelo reitor da UFRGS. Esse pedaço de papel (o meu tá guardado no armário ao meu lado) permitiria a mim e a meus coleguinhas segurar microfones, fazer fotos, escrever textos achando que não se está expressando subjetividade. Basicamente, conhecimento técnico. Ué, mas precisa de diploma pra fazer isso? A lei atual diz que o tal pedaço de papel é uma necessidade se tu quer fazer essas coisas seguindo ordens de algum grande empresário brasileiro inescrupuloso pra ganhar alguns trocados.

Em resumo: há pessoas que veem a faculdade de jornalismo como uma escada para ganhar alguns trocados (uma escolha boba, Direito é bem melhor nesse aspecto…). “Ah, mas eu fiz porque eu gosto de jornalismo e precisava do diploma pra trabalhar”. Desculpe, mas, se tu pensa assim, tu não gosta de jornalismo – tu olha a profissão como mais um emprego. Se tu gosta de jornalismo, a faculdade é o teu lugar, pelo menos pelo tempo da graduação – porque é lá que se debate a atividade cotidianamente em alto nível (em tese) e se tem a possibilidade de exercer o jornalismo de forma pura com relativo apoio de alguma instituição (embora muitos não aproveitem isso). Se tu gosta de jornalismo, vai continuar envolvido de alguma forma com o tipo de atividade que se tinha na faculdade depois que sair dela, nem que seja a leitura de livros-reportagem ou de blogs sobre o assunto.

Nenhum problema com o fato das pessoas verem o jornalismo como mais um emprego. Vendo o que se passa na grande imprensa – onde muitas vezes é quase impossível praticar jornalismo – é realmente difícil muitos não verem de outra forma. As pessoas precisam ganhar dinheiro de algum jeito para sobreviver. Mas não é massacrante passar anos na faculdade só pra trabalhar em mais um emprego?

O presidente da Fenaj ilustrou um caso pra defender a obrigatoriedade do diploma. Um cara que pediu carteira de jornalista, mas que era analfabeto. Eu pergunto: você tem medo de concorrer e perder emprego pra um cara analfabeto? Então vaza, meu filho, enquanto é tempo. Desista do jornalismo e vá fazer outra coisa, vá plantar batatas.

Bem…Aqui eu nem tenho o que adicionar. Perfeito.

E livros como “Estação Carandiru”, do Drauzio Varela; “Noites Tropicais” e “Tim Maia – Vale Tudo”, do Nelson Motta; “Os Sertões”, de Euclides da Cunha; “Dez Dias que Abalaram o Mundo”, de John Reed; “A Sangue Frio”, de Truman Capote; “O Mistério do Samba” e “Mundo Funk Carioca”, de Hermano Vianna. Todos esses livros, entre tantos, não são jornalismo? Preciso de diploma pra escrever um livro reportagem?

E filmes? “Ônibus 174”, do José Padilha; “Notícias de uma Guerra Particular”, do João Moreira Salles. Estes filmes não são jornalismo? Se forem, preciso ter diploma pra fazer um documentário?

Como o próprio Jucá disse em outro trecho do post, parece que defendem o diploma só pra trabalhar na grande imprensa. O engraçado disso é que os patrões da grande imprensa – supostos beneficiados com funcionários supostamente qualificados – são contra o diploma.

E quanto a esses caras que vou citar. MINO CARTA – Quatro Rodas, Carta Capital, Veja; ANDRÉ FORASTIERI – Bizz, Set, General, Conrad, Folha, MTV; ZIRALDO – O Pasquim, Bundas, Palavra; MARCOS FAERMAN – Versus, Singular e Plural; SEBASTIÃO OLIVEIRA – Caac – centro de artes e alternativas de cidadania; ELIEZER MUNIZ – projeto canal motoboy; LOBÃO – Outra Coisa, MTV; IDELBER AVELAR – brilhante cobertura dos ataques israelenses à Palestina; REGINA CASÉ – Central da Periferia; HERMANO VIANNA – Música do Brasil, Overmundo e Central da Periferia; ARNALDO JABOR – Jornal da Globo; RONALDO LEMOS – Overmundo. Em comum entre todos estes nomes é que nenhum deles tem diploma. Vamos queimar a Carta Capital? Vamos tirar o Overmundo do ar?

Bem…Começo dizendo que Mino Carta é jornalista mais completo do Brasil, e creio que posso encerrar por aqui mesmo.

Também dizem que assim que não for mais exigido o diploma, as empresas vão demitir os jornalistas formados. Alguém aqui acredita que a Globo vai demitir o Caco Barcelos ou o Carlos Eduardo Dornelles? (…) Só os medíocres acreditam nisso, pois só eles tem medo de perder emprego, porque sabem que são medíocres.

É um argumento cruel, mas não vejo como refuta-lo.

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Enfim…O diploma de graduação em jornalismo, que deveria ser uma qualificação (como língua estrangeira, pós e conhecimentos gerais), foi transformado há quatro décadas em uma obrigação. Criou-se uma reserva de mercado para quem tem diploma. Reservas – especialmente as “eternas”, acabam nivelando por baixo o mercado – temos um exemplo na área de informática, onde a regulação atrasou em anos o desenvolvimento de parte do ramo no Brasil. (Menos in)Felizmente, era uma reserva temporária. Diploma não é garantia de nada, dada a profusão de UniEsquinas que só têm o diploma a oferecer. Exemplos de baixo nível temos aos montes. Se não é garantia, por que a obrigação?

Projeto Comentários Sem Noção – COMBO

Quinta-feira, 4 Junho, 2009 por Arthur

O Cardoso fez uma coletânea de comentários bizarros sobre o acidente do Airbus.

Rolo de rir intensamente.

Projeto Comentários sem Noção pt.4

Quarta-feira, 3 Junho, 2009 por Arthur

A piada do dia na caixa de comentários daqui. Grifos meus.

Lamentável !!!!!!!!!

Qua, 03/06/09 17:00  , Anônimo

É mais um dos absurdos atuais !!!!!!!! Não dá para aceitar um país como Cuba, uma DITADURA COMUNISTA há décadas, ser aceita em qualquer órgão democrático. É o fim. É o começo do fim das democracias da Ámerica. Mas, no entanto, os comunistas estão conseguindo construir por estas paragens o perdido ( ou melhor escondido ) pelos lados da Rússia. Entranto, nada de se espantar agora com os EUA agora sob a batuta comunista do Obama.

Projeto Comentários Sem Noção Pt.3

Sexta-Feira, 15 Maio, 2009 por Arthur
Visível que o sujeito nunca viu um show internacional no NE

Visível que o sujeito nunca viu um show internacional no NE

Alguém apresenta Camisa De Vênus, Os Novos Baianos e Raul Seixas pra essa anta.

Projeto Comentários Sem Noção pt.2

Quinta-feira, 14 Maio, 2009 por Arthur

elio

13/05/2009 16:49

Este cidadão chamado Adelir tentou voar mais alto que as nuvens e pagou com a vida.Antes de existir o mundo, um ser tentou voar acima das nuvens do Altissimo e foi excluído da luz.

Aqui.

Projeto Comentários Sem Noção

Quarta-feira, 13 Maio, 2009 por Arthur

A ideia desse projeto é simples: coletar os textos mais bizarros, sem noção, estapafúrdios, malucos e idiotas feitos em caixas de comentários de sites noticiosos e blogs internet afora. Aqui não se analisa certo ou errado, apenas se coloca o que soar mais inverossímil possível.

Começo com uma pérola que acabei de ver numa notícia sobre o escândalo de corrupção mais recente do governo Yeda Crusius:

QUer dizer que o PêTê plantou a informação na VEJA???

Quer dizer que o PêTê plantou a informação na VEJA???